Estão onze em campo, mas parecem doze.
1987 foi um ano marcante.
Tenho vincadas memórias desses 365 dias que custaram a passar como o raio. Termo de comparação raio/eu: imaginem-se fechados numa sala. Sentados. Olhos forçosamente abertos. Beethoven (Ludwig Van, para os mais atentos) trocado por putos a ganir em tons de laranja, verde alface e rosa choque. Violência, sexo, guerra são agora violência, sexo e guerra, mas com a profundidade do lago do espelho de água - uma conquista do estado novo. De repente percebi que não gosto de compota de morango.
1987 foi pior que isso, bem pior!
Passei dez meses a tentar discodificar a palavra "masturbação", mas à mão. Que nessa altura não tinha computador nem sonhava que existiam livros sobre semiologia. E os de educação sexual estavam na prateleira dos inatingíveis.
Imagino-me a discursar nos óscares... No ano a seguir ao desta história, para ser credível. Não posso crer! Ganhei! Vou ter de improvisar. Nunca pensei que podia ganhar. Ainda por cima na categoria de "Best Kid in a leading role". Ponto de exclamação.
Ah... Hum... Ops... Obrigado a todos os que estiveram envolvidos nesta realidade baseada num filme de ficção. Agradeço do fundo do coração ao Clerasil e às páginas centrais da Nova Gente.
A realidade teve sequelas, mazelas e deixou marcas.

0 Comments:
Enviar um comentário
<< Home