Classificados d' A Capital
Estou entalado entre uma universitária de peito grande, discreta e educada e duas brasileiras. Massagistas. Masoquistas. Intimistas. E não dão mais pistas. Mas tenho de aproveitar o pequeno espaço que me oferecem para desabafar. Tenho um personagem a dar-me cabo da cabeça! Foi-me apresentado por um amigo. Já lá vão dois anos. Mas o facínora não se esqueceu de mim. E agora deu-lhe para isto. Aparece no meu cérebro sem ser convidado. Apresenta um cartão da casa (arranjado sabe-se lá onde) e vai de entrar e desatar a incomodar. Maldita hora em que disseram que o pensamento era livre. Olha se outros personagens resolvem vir à minha festa neuronal de arrasto? Era bonito...
Quer que eu escreva um livro. Para falares de mim, diz o desgraçado. Atrevido, o cabrão! E porque não foste chatear um escritor? Tenho medo de não ser interessante. Pois... Mas o gajo até merece umas linhas. Diz ele que já foi corretor. Mas era incorrigível. E mudou de vida. Anda à procura de uma frase que seja digna de se gravar na sua lápide. Mórbido? Louco? Não quero que me recordem pelas razões erradas. Fiz-lhe um orçamento para escrever a frase. Afinal, headlines ainda consigo fazer. Não! Quero é que me ponhas a pensar nisso. Esquisito e exigente, para personagem. Não lhe chega a frase. Quero é que contes como lá cheguei. Maquiavélico... E convencer o bicho que não sou escritor? Já liguei para o cento e diz oito - Instituto Nacional de Emergência Escritural, mas casos como este não são da sua responsabilidade, disse o outro lado do telefone.
Preciso de apoio. Ajudem-me a ser escritor ou a apagar memórias.

2 Comments:
de um a dez, quais são as hipóteses de esta pessoa pegar numa arma e limpar as pessoas que partilham o mesmo espaço?
dependendo da arma a utilizar...
catana - 4
sabre - 5
florete - 6
espingarda - 9
bomba H - 125
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