5/24/2006

palavras que valem...

» às vezes faço rapel nos cagalhões do meu cão, diz-me ele

palavras que valem...

» ai que bonito, ai que bonito está o meu pacote

5/15/2006

Servir bem gelada.

Será mesmo necessário o uso da força quando uma discussão dá para o torto e se transforma numa troca inútil de insultos e memórias reprimidas? Não basta a agressão verbal para deixar de rastos o nosso oponente? Depende de quem está na arena e nos fita, de um olhar mais ou menos ameaçador, digo agora que estou mais calmo e sozinho. O problema é que era uma. E não era uma qualquer.
Não a via há uns anos. Um par de. Como dizem em inglês e nós não eramos já. Da última vez que a vi estavamos deitados. Despidos, mas sem coragem de mostrar ao outro o que sentiamos debaixo da pele suada. Do nervoso. Não do sexo. Ausente já há uns dias. Despidos, mas talvez de sentimentos. Da ternura que nos agasalhou um Inverno inteiro. Curioso como a pele se torna num facto consumado. As formas deixam de ser criticáveis para serem admiradas. Mas por muito branca que seja, consegue esconder as mais negras e crispadas emoções. Numa troca frívola de perguntas, fomos retorquindo com o que o outro queria ouvir. Como se fazia quando eramos questionados pelo director e tentávamos assumir o óbvio para fugir a maiores responsabilidades. Um adeus cínico levou a melhor sobre a honestidade.
O que me deu vontade de lhe dar um pontapé nas trombas foi um comentário sobre a minha calvíce e o facto de parecer mais velho. Eu não parecia. Estava mais velho. Um par de anos. Mas o registo tinha uma tal carga negativa que me senti a receber uma extrema unção numa cama de hospital. O álcool que me corria nas veias deixou-me ter ainda lucidez para não levantar a perna. Antes olhei-a por inteiro. Fiz um scan corporal à desgraçada e vi uma mulher linda mas com uma camada adiposa (que antes não tinha) de quem se prepara para hibernar. Da mesma forma que não usei o meu famoso rotativo à face, abri os lábios apenas para deixar passar um grande trago de vodka gelada. Acabei aquele momento com umas palavras desagradáveis, honestas, mas não ofensivas e deixei que a banda no palco me enchesse a alma.

5/12/2006

viva

» as raparigas que não usam sutiã

5/10/2006

Flash noticioso

Numa tentativa de prestar um serviço público a uma instituição de investigação, três pivots de jornais da noite dos canais generalistas concordaram em submeter-se a um teste. Ao acaso, as cobaias apresentaram os respectivos programas sob o uso de estupefacientes, mais ou menos leves, tendo em consideração a vontade e a quantidade. Um dos noticiários acabou vertiginosamente, tendo o seu locutor apresentado as notícias como se o mundo fosse acabar. Ou outro programa tivesse rapidamente de começar. Noutro canal, pranto e desespero confundiam-se, numa catadupa de histórias depressivas que enjoavam mais que os programas que se seguiram. Riso e disparates foram pontos de ordem na emissão até agora não referida. Quase pensaram que não valia a pena investir em programação nacional de humor depois do espectáculo proporcionado.
Os cientistas analisaram os dados, cruzaram informação, consultaram fontes externas e deram o teste como inconclusivo.

5/07/2006

Informação de última hora

Apesar do Benfica não ter conseguido o apuramento directo para a Liga dos Campeões, o mundo não vai acabar. O porta-voz do clube veio desmentir declarações contrárias, atribuídas a Luís Filipe Vieira e garantiu a contratação, já para a próxima época, de uma população digna de um mundo pintado a vermelho e capaz de reconhecer o talento do plantel do Glorioso.