palavras que valem...
» às vezes faço rapel nos cagalhões do meu cão, diz-me ele
e eu comi a tua mãe.
Será mesmo necessário o uso da força quando uma discussão dá para o torto e se transforma numa troca inútil de insultos e memórias reprimidas? Não basta a agressão verbal para deixar de rastos o nosso oponente? Depende de quem está na arena e nos fita, de um olhar mais ou menos ameaçador, digo agora que estou mais calmo e sozinho. O problema é que era uma. E não era uma qualquer.
Numa tentativa de prestar um serviço público a uma instituição de investigação, três pivots de jornais da noite dos canais generalistas concordaram em submeter-se a um teste. Ao acaso, as cobaias apresentaram os respectivos programas sob o uso de estupefacientes, mais ou menos leves, tendo em consideração a vontade e a quantidade. Um dos noticiários acabou vertiginosamente, tendo o seu locutor apresentado as notícias como se o mundo fosse acabar. Ou outro programa tivesse rapidamente de começar. Noutro canal, pranto e desespero confundiam-se, numa catadupa de histórias depressivas que enjoavam mais que os programas que se seguiram. Riso e disparates foram pontos de ordem na emissão até agora não referida. Quase pensaram que não valia a pena investir em programação nacional de humor depois do espectáculo proporcionado.
Apesar do Benfica não ter conseguido o apuramento directo para a Liga dos Campeões, o mundo não vai acabar. O porta-voz do clube veio desmentir declarações contrárias, atribuídas a Luís Filipe Vieira e garantiu a contratação, já para a próxima época, de uma população digna de um mundo pintado a vermelho e capaz de reconhecer o talento do plantel do Glorioso.