O 25 de Abril da escrita
Quando se quer escrever aspa casa aspa não se desenha uma v i com acento rgula foi este o princ i com acento pio da revolu c com cedilha a com til o da pontua c com cedilha a com til o ponto final
e eu comi a tua mãe.
Quando se quer escrever aspa casa aspa não se desenha uma v i com acento rgula foi este o princ i com acento pio da revolu c com cedilha a com til o da pontua c com cedilha a com til o ponto final
... com a alegria que reinava na Terra e inventou o Diabo para acabar com a boa disposição.
O palhaço pobre soube que o parceiro com mais posses andava a comer a sua namorada. Já não me faz rir, argumentou. O rico achou a justificação mais que suficiente para dar umas voltas no tapete com ela. A seguir foi magia. Desapareceu sem deixar rasto. O enganado entretanto vingava-se com a trapezista em manobras que nunca imaginou. Mas o número era arriscado. A acrobata partilhava a caravana com o domador de leões, que foi aos arames quando descobriu o truque. Culpa da mulher-barbuda. Durante a noite um dos felinos foi solto da jaula e comeu o mestre de cerimónias. Apanhado no local errado, a horas pouco próprias. Azar de principiante. Ia tentar a sorte com a mulher do palhaço tristonho, que andava desejosa de mais passos de mágica. No dia seguinte não houve circo. O urso constipou-se.
Da vizinha, que se vingou. E envenenou toda a colecção de aves exóticas da assassina.
» ai o teu nome não é paula
Ontem perdi a vergonha. E logo à frente de uma mulher que me achava responsável. Eu achava-a linda de viver. Para quê morrer e perder toda aquela beleza?
»se a memória da base de dados não me falha, este blog fez ontem um vistoso mês
Os índices de esquizofrenia do indivíduo estavam tão altos que começou a pedir mesa para dois quando ia jantar sozinho. Chegou mesmo a oferecer flores a um lugar vazio, num finíssimo restaurante cuja especialidade era servir mal por, pelo menos, 50 euros por pessoa. Os pratos tinham nomes que lembravam intelectuais franceses em decadência. O sabor fazia justiça à descrição nominal. Imaginem um canibal ter de se alimentar exclusivamente de velhos com fatos a cheirar a bolas de naftalina. O cozinheiro devia ter frequentado Belas Artes. Mas sem sucesso. O empratamento era um insulto às regras básicas do design alimentar. Mais valia assumir a falta de talento e servir as refeições em tachos, como eu gosto. Mas não era eu no restaurante. O indivíduo olhava para a frente, ternurento, e pensava na primeira abordagem à sua visão-companhia. Escolho eu o vinho? Foi o que lhe saiu. Ninguém ouviu, mas ele ainda hoje jura que as palavras "Surpreende-me" foram proferidas. Escolheu um monocasta, para orgulhoso mostrar que sabia o que era um varietal. Cabernet Sauvignon. Dá-se bem em quase todos os solos e é suave. Espero que gostes. O indivíduo gostou. Tanto que bebeu pelos dois. Pagou por três. E saiu de quatro.
» mesmo assim és melhor do que a tua mãe
»jovem espanca colegas de aula com uma bóia
Quando era puto passava bolas pela rata quase todos os dias e ninguém me chateava.
Estão abertas as inscrições para a pós-graduação em Nadador Salvador de Nações. Curso administrado por osmose durante o sono. Os candidatos devem ter consigo no momento da inscrição um cérebro (não indispensável ser o próprio), uma bóia - pato, um ancinho, duas mortalhas e certificado que prove não estar debaixo de água. Os formadores informam que a pós-graduação pode não contribuir em nada para a sua vida, mas o diploma dará um excelente quadro para ter numa sala. Não meta água, salve o seu país!
» no meio da rua
Não sabia como usar a palavra sobranceiro até que descobri este homem na história que se segue. Ele era! Sobranceiro:
» ela era alta e loura, eu nem por isso
Num jornal de referência para todos os que o achavam indispensável, apareceu uma nova rúbrica. O Consultório Sem Tino Mental. Ninguém queria acreditar! Nem mesmo os que não liam o jornal e nem sonhavam com o que lá se escrevia. Sonhavam com outras coisas. E com outras pessoas. Ou com as pessoas que aparecem no jornal de referência, mas sem o ter como referência. Pormenores...
Estou entalado entre uma universitária de peito grande, discreta e educada e duas brasileiras. Massagistas. Masoquistas. Intimistas. E não dão mais pistas. Mas tenho de aproveitar o pequeno espaço que me oferecem para desabafar. Tenho um personagem a dar-me cabo da cabeça! Foi-me apresentado por um amigo. Já lá vão dois anos. Mas o facínora não se esqueceu de mim. E agora deu-lhe para isto. Aparece no meu cérebro sem ser convidado. Apresenta um cartão da casa (arranjado sabe-se lá onde) e vai de entrar e desatar a incomodar. Maldita hora em que disseram que o pensamento era livre. Olha se outros personagens resolvem vir à minha festa neuronal de arrasto? Era bonito...